Posts de Fevereiro, 2009

h1

Time to change

24 24UTC Fevereiro 24UTC 2009

audrey_hepburn_1965_2_

Não sei se alguém ainda se importa com a minha vida lê isso aqui, mas eu estou de volta, com ou sem feedback :)

Minha vida tem sofrido algumas mudanças, como alguns de vocês já sabem, e tenho lutado para me adaptar a todas elas.

Tenho lido bastante e assisto a bons filmes. Recentemente, vi Milk (ótimo!), Quem quer ser um milionário? (vencedor do Oscar!), Operação Valquíria (uó do borogodó), Dúvida (legal também) e um filme bem antigo, que eu adorei conhecer, Bonequinha de Luxo (lindo!). Me apaixonei por Audrey Hepburn. Quero assistir a outros filmes dela.

Sobre o Carnaval, foi totalmente diferente do que eu esperava, mas eu supero.

Beijo, beijo
I love u all

h1

Criança Esperança

13 13UTC Fevereiro 13UTC 2009

Domingo, viro pobre oficialmente. Estou obviamente em crise. Não sei quando volto.

h1

Finalmente, ela errou

11 11UTC Fevereiro 11UTC 2009

A gente se casou muito cedo. Eu tinha 19 e ela 18 anos. Ambos recém saídos da escola, imaturos, apaixonados, com muitos sonhos. Ela engravidou e achamos que essa era a melhor decisão para nós. Na verdade, fomos muito influenciados pelos nossos pais querendo seguir as tradições.
O pai dela nos deu de presente de casamento um apartamento e assim nossa nova vida começou. Eu, Inês e nosso filho, Bernardinho. No início, brigávamos muito. Não tínhamos preparo nenhum para estarmos encarando a responsabilidade de cuidar de um bebê, de um apartamento, de cuidar de nós mesmos. O que nos mantinha juntos era mesmo o amor. A gente brigava e logo fazia as pazes. Não vivi até hoje paixão tão intensa quanto aquela. Aprendemos juntos como ser pai e mãe, independentes, adultos, como que é viver em casal. Amadurecemos na marra.
Inês era uma mulher e uma mãe excepcional. Sempre preocupada com os homens da casa e fazendo de tudo para nos agradar. Em 6 anos de casamento, nunca tive motivos para me queixar. Eu chegava do trabalho cansado e ela sempre estava me esperando, com jantar à mesa e toda atenção. Conversávamos muito, por horas, e sempre terminávamos fazendo amor. De manhã, ela não precisava, mas acordava todo dia para dar um beijo na gente antes que eu deixasse Bernardinho na escola e seguisse pro meu trabalho.
Nos finais de semana, fazíamos programas de família: cinema, pique-nique no parque, teatro, coisas mais direcionadas ao nosso filho. As sextas-feiras, Bernardinho dormia na casa dos avós e tínhamos um tempo para o casal. Éramos uma família feliz. Funcionávamos muito bem. Eu amava Inês mais do que qualquer coisa.
Até que um dia, cheguei em casa vindo do trabalho, meu filho tava dormindo no quarto e Inês me esperava na cozinha, como de costume. A cumprimentei com um beijo e fui tomar banho. Quando saí do banheiro e fui pra cozinha jantar, Inês disse que precisávamos conversar. Estranhei o tom sério da voz dela.
- Edu, eu te traí.
Demorei a processar as palavras dela na minha mente. Inês me traindo era algo que não passava pela minha cabeça. Eu confiava tanto nela. Como é que ela pôde fazer isso comigo? Do que ela estava falando?
Logo, ela começou a me contar como aquilo tinha acontecido. Foi naquela manhã mesmo, enquanto Bernardinho estava na escola. O entregador de água foi lá “e rolou” – foram essas as palavras dela. Ela estava arrependida e dizia que essa fora a única vez que isso havia acontecido e que nunca mais iria repetir isso.
Me exaltei. Taquei o prato de comida na parede e nosso filho acordou. Ela gritou pro Bernardinho voltar pro quarto. Eu nunca tinha a visto gritando. Inês fora sempre tão tranqüila. No mesmo tom, gritei que nosso casamento acabava ali, que eu não queria mais saber dela.
Inês, dominando a situação, pegou as minhas mãos com carinho, parecia compreensiva, e fez eu me sentar de novo, enquanto falava para conversamos mais baixo, para Bernardinho não ouvir. Não devíamos magoar os sentimentos dele, ela dizia. Por que que com os meus sentimentos ela não se importou?
Ela voltou pra história. Disse que foi um caso a toa, que não significou nada para ela, que ela nunca mais veria aquele homem, que ela desconhecia o nome. Me pediu desculpas.
- Não considero nem infidelidade, Edu. Eu pensei em você o tempo todo. Você estava na minha cabeça. Eu estava carente, desculpa.
Eu não queria saber o que ela tinha pra me dizer. Naquela mesma noite, saí de casa, com a roupa do corpo. Fui dormir nos meus pais. Eu estava com nojo dela. Pra mim, era como se todos aqueles anos juntos tivessem sido uma mentira. Meu orgulho estava ferido.
Divorciamos-nos. Desde então, só converso com ela sobre nosso filho. É verdade que ela já tentou retomar o assunto algumas vezes, mas eu não deixei. Por ela, nós nunca teríamos nos separado. Óbvio, não foi ela que levou um par de chifres de brinde.
A parte ruim disso tudo é que agora só vejo o Bernardinho aos fins de semana. Tento ao máximo ser um pai presente, mas não é a mesma coisa que estar vivendo junto. Ele já está com 8 anos. Um garotão. A gente conversa muito. Hoje mesmo, ele estava me contando que brigou com um coleguinha na escola. Essas bobeiras de criança, sabe? Mas ele ficou muito irritado. Falou que nunca mais vai falar com o amiguinho. Ele é muito parecido comigo e, em alguns aspectos, seria melhor que ele se parecesse com Inês. Perguntei pra ele se o tal menino já havia sacaneado ele antes. Ele me disse que não.
- Bernardinho, se ele te pediu desculpa, você deve desculpar. Todo mundo tem direito a uma segunda chance.
- Então, papai, porque você não deu uma segunda chance para a mamãe?