Posts de Outubro, 2008

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I’m trying not to think about you

28 28UTC Outubro 28UTC 2008

Já faz muito tempo que eu não sei nada sobre você, sobre o seu dia-a-dia. Não sei sequer se um dia realmente te conheci, sempre tão indecifrável. Curioso é que eu ainda lembre de você com tanta frequência – muito mais do que eu gostaria.

Faz tempo que não ouço você dizer que está com saudade. Nunca mais ouvi um te amo. Eu também tenho tentado não dizer nada parecido, por motivos meus. Amor ainda há, talvez diferente de antes, mais saudável, mas ainda aqui. É mais fácil transformá-lo do que tentar eliminá-lo, já percebi isso.

Volta e meia fico pensando em frases que você já me disse. Cada uma delas teve enorme efeito sobre mim, embora eu saiba que você não lembra ter falado nada disso. Você esquece fácil, eu não. Desde o início, tento te entender. Talvez tenha me apaixonado justamente por esse desejo de te conhecer melhor. E você sempre tão resistente. Por isso, cada descoberta era uma vitória. Me sentia mais próximo, mesmo que ainda distante.

Eu sei que você já gostou de verdade de mim algum dia. Bem, eu acho que sei. Com você, não dá pra ter certeza de nada, mas eu acredito nisso. Você já gostou, só que você é assim, inconstante. Um dia acordou sem gostar mais. Eu já fui assim, mas com você esse amanhecer ainda não aconteceu, a verdade é essa.

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Antes de ir embora, uma foto que adorei, e que nada tem a ver com o texto haha:

Agora, sim, beijos!

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Who do you think you are?

26 26UTC Outubro 26UTC 2008

Ela se sentia superior a todo mundo, no auge de seus 1,60m. Devido à sua profissão, e consequente superexposição, passou a acreditar que todo mundo se interessava por ela, o que, claro, não é verdade. Em qualquer ambiente, sentia que todo mundo queria sentar e conversar um pouco com ela, se aproximar, encostar. Se sentia constantemente observada, o centro das atenções. Com esse pensamento, se isolou. Tornou difícil a aproximação de qualquer pessoa, só se relacionava com desconhecidos quando estritamente necessário. Se colocou no pedestal e dali não queria sair. Era um lugar interessante.

Se achava mais importante do que era, mais importante do que os outros. Esquecia que todo dia o pão que ela comia era feito pelo padeiro. A casa em que morava foi construída por pedreiros. Os quartos cinco estrelas em que ela se hospedava eram limpos por camareiras. Quando ficava doente, era o médico que cuidava dela. Achava que cantar valia mais do que qualquer outro dom. Todos precisamos de todos. Espero que ela percebe isso algum dia.

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Second chances they don’t ever matter, people never change

25 25UTC Outubro 25UTC 2008
Eu, minha galera e o Paramore no Cristo Redentor

Eu, minha galera e o Paramore no Cristo Redentor

Minha história com o Paramore é caso antigo. E nessa história, rolam simbolismos importantes pra mim, porque eu sou desses. Quando soube que a turnê da banda passaria aqui esse ano, fiquei em transe. Não existia a possibilidade de eu não ir. E olha que o dinheiro me faltava. Até dias atrás eu tava contando moedinhas pra atingir o valor do ingresso (pobre é uma merda!). Mas deu tudo certo.

Cheguei no show na quarta música, porque a banda resolveu iniciar a apresentação antes da hora marcada, o que é totalmente atípico, né. Acho até errado, mas beleza, não havia tempo pra questionar isso. Curti muito o show. Hayley manda muito bem, sabe? Não tem como não aplaudi-la no final de cada música, mesmo que você não queira. Uma fofa no palco, contagiante e bem louca jogando aquele cabelo pra cima e pra baixo numa referência à Joelma Calypso. Mas ela consegue dar outro tom a coisa e as jogadas capilares passam a reinar.

O chato é que o show é curto demais. Quando começa a esquentar, já termina. E a culpa não é minha que cheguei com o show já iniciado não. São só 13 músicas, já incluído o bis. haha E eu perdi 3, ouvi só 10. Drama.

A gente e ela com as fitinhas

A gente e ela com as fitinhas

Mas, pra mim, o show teve gostinho diferente. Dei pra Hayley e pra toda banda umas fitinhas brancas do Senhor do Bonfim, falando pra fazerem um desejo, blábláblá. Contando toda a ladainha que envolve a fita. Levei pra reinar mesmo. Jeremy e Hayley colocaram a fita no braço e fizeram o show com ela. Fato que eu só enxergava isso no palco – além do Josh, claro.

Aliás, quem botou a fita na Hayley fui eu. Como uma imagem falam mais do que mil palavras. Lá vai:

Beijo, beijo!