Estou adorando essa sensação das pessoas não terem ainda descoberto esse blog. Passei a minha vida escrevendo para os outros. De uma certa forma, as pessoas sempre estiveram muito próximas de mim e eu tinha privacidade quase nula. Eu gostava disso. Gostava de ser lido, de estar entretendo as pessoas. Você se sente interessante, sabe? Só que agora estou em outro momento (que pode durar cinco minutos ou o resto da vida) e escrever para mim é o que estou achando ser o grande barato.
Sabe, amor é um assunto no qual não gosto de tocar. As vezes, sinto que simplesmente não tenho nada a falar sobre isso, a não ser relatar frustrações. O que, claro, é uma mentira, se eu parar pra pensar. Já vivi, sim, bons momentos, mesmo que seguidos de… frustrações. haha
Já fazem três, quatro meses, que não amo ninguém – depois de passar cerca de um ano vivendo (ou não) um amor platônico, é preciso me recuperar. E eu não sou do tipo de personagem de seriado americano que sai por aí a procura de uma boca pra beijar. Ou de um casamento. Ou de um sexo casual. Na-na-ni-na-não! As camisinhas que eu recebi em Fevereiro ainda estão na carteira. Não atiro pra todos os lados, embora por todos os lados existam pessoas muito bonitas, sim.
Não digo que procuro algo sério, porque a verdade é que não procuro. Na verdade, fujo de qualquer relacionamento. Acho que tenho medo de me decepcionar. Mas quando me envolvo, é algo sério que eu quero. Deu pra entender, né?
Então, vou relatar meu último caso. Parece que só escrevendo eu consigo colocar o ponto final nas coisas. Então, meu último caso (não aquele de um ano, um rápido depois), que não envolveu amor, felizmente, não durou dois meses. Sabe aquela pessoa que está no seu MSN e você encontra por aí mas nunca reparou nela? Então, exatamente isso. Só que conversamos a conversar mais e logo estava aquele clima de affair. Gracinhas pra lá, gracinhas pra cá.
Chamemos de P. No início, P era uma pessoa atenciosa e carinhosa, exatamente o que eu precisava naquele momento. Mesmo que não tivesse rolado nada ainda, nenhum beijo ou coisa parecida, nossa relação era consideravelmente forte. Nos falávamos todo dia e havia muito carinho ali. Até que eu pisei na bola. P me perguntou, eu respondi e criou-se a primeira crise.
Passamos por cima, mas era evidente que as coisas não continuavam como antes. Qualquer idiota perceberia isso. Mas aquilo tudo me distraía. Gostava de provar que eu gostava de P, porque eu realmente gostava. E provei. Só que não havia nada mais do que isso. Quando eu ouvia alguma música romântica ou via um filme, não era em P que eu pensava, certamente. As vezes, até me sentia enrolando P, já que sabia que não sentia nada forte. Mas, sei lá, eu achava que eu podia vir a sentir em algum momento.
Até que chegou meu aniversário. E eu marquei com todos meus amigos para passar esse dia com eles. A maioria foi. E dos que não foram, eu só me importei mesmo com P. P passou a semana dizendo que não ia, e eu só dava foras. Sou prático: se não vai, não merece minha atenção. haha Daí, na véspera ou algo parecido, P disse que ia sim. E no dia, ligou, disse que estava indo… Só esqueceu de chegar.
Fato que fiquei totalmente puto e decepcionado. Com certeza mais do que se tivesse dito desde o início que não ia. Mas dizer que estar indo e não ir foi o cúmulo. Esperei uma explicação. Chegou alguma? Não chegou. P nada disse. Aí acabou tudo, né. Relações cortadas.
Veio falar comigo esses dias (quase um mês depois desse episódio) e por isso lembrei disso tudo. Foi melhor assim mesmo. Prefiro P dando a bola fora final do que eu, eu acho.


